sexta-feira, 30 de novembro de 2007

ORIGAMI

Eu adoro Origami!

Algumas vezes depois que conto histórias gosto de fazer um origami.
As crianças e jovens adoram o resultado,e eu mais ainda!

Pra quem não conhece aí vai um pouquinho da origem do Origami:

O origami é a arte milenar japonesa de dobrar o papel, pois "ori" vem do verbo "oru" que significa dobrar e "gami" vem da palavra "kami" que significa papel e quando ditas juntas a letra "k" é substituída pelo "g".

Os japoneses da corte imperial adoravam fazer origamis como passatempo, quanto mais complexo, mais divertido a brincadeira!
Mas era tão bom fazer origamis, tão bom, que passado um tempo este passatempo foi transmitido ao povo que adotou-o com o entusiasmo e transformou-o numa arte.

Até hoje no Japão,o Origami é uma arte desenvolvida por crianças, jovens e idosos, seguindo as tradições de séculos passados.

Ainda bem que essa arte não é exclusiva dos japoneses.Atualmente o Origami tem adeptos no mundo inteiro, inclusive, eu.

O origami tem algumas regrinhas básicas:

As folhas de papel são em forma de quadrado e sem corte, bem vincadinhas.

O origami é muito importante no desenvolvimento intelectual da criança, pois exige concentração, estimula a imaginação e desenvolve a destreza manual.

Sem contar a boniteza de transformar um simples pedaço de papel numa casa, numa flor, num passarinho.

Como estamos perto do natal, pesquisei um origami especial:

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Lengalengas




Uma Lengalenga é um texto curto –que normalmente rimam– e com muitas repeti­ções. Normal­mente, as lenga­lengas estão associadas às brinca­deiras e jogos feitos em grupo.
Estou pesquisando lengalengas e selecionei alguns que gosto.
Essas lengalengas não são muito conhecidas, mas mesmo assim são bem legais. que tal brincar com seus amigos?

A criada lá de cima

A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim ao patrão:
Sete e sete são catorze,
Tres vezes sete vinte e um,
Tenho sete namorados
E não gosto de nenhum.

Arre Burrinho

Arre burrinho
Sardinha assada
Com pão e vinho

Arre burrinho
De Nazaré
Uns a cavalo
Outros a pé

Arre burrinho
Para Azeitão
Que os outros
Já lá vão
Carregadinhos
De feijão

Bichinho de Conta


Debaixo da pedra
Mora um bichinho
De corpo cinzento
Muito redondinho
Tem medo do sol
Tem medo de andar
Bichinho de conta
Não sabe contar
Muito redondinho
Rebola, no chão
Rebola, na erva
E na minha mão.

Chica Larica


Chica larica
De perna alçada
Comeu uma galinha
Na semana passada
Se mais houvesse
Mais comia
Adeus senhor padre
Até outro dia

O menino que queria chorar estrelas


Aí está o meu livro.

Ele está sendo comercializado pela livraria virtual no site http://www.surlivro.com.br/livros.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

CHEGA ÀS BANCAS



Chegam às bancas de todo país, esta semana, as revistas infantis: ERÊ e DANDARA. As publicações trazem desenhos para pintar, jogos, caça-palavras e os conteúdos em sua maioria relacionados à cultura afro-brasileira. Por meio de atividades lúdicas e criativas, as revistas falam sobre diversidade para crianças de 0 a 12 anos. Ambas terão sua periodicidade mensal. A iniciativa inédita do cartunista Maurício Pestana se baseia na Lei 10.639/2003 que obriga o ensino nas escolas da história da África e de seus descendentes no Brasil.


Revista ERÊ, para crianças alfabetizadas de 4 a 12 anos. Por meio desses jogos, passa informações sobre o negro e o continente africano, deuses, histórias etc.
Revista DANDARA, para crianças de 0 a 3 anos. Trará imagens de afro-brasileiros para pintar.

Editora Escala

Valor R$ 1,00

www.mauriciopestana.com.br

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

E aí, vamos filosofar?


Hoje eu acordei meio pensativo.
Aproveitei que é sábado, e não tem aula e fiquei um tempão rolando na cama.
O motivo de tanta pensação foi o que a professora falou na aula de ontem na escola.
Ela nos disse que íamos estudar Filosofia.
Foi um verdadeiro rebuliço na turma.
Nós ficamos olhando, um para cara do outro sem entender nada.
-Filo? o que? O que é isso?
-Filosofia vem do grego Fhilo quer dizer amigo,amor e Shofia quer dizer sabedoria, saber, ciência.Então podemos dizer que Filosofia é amor à sabedoria. Mas é também um modo de ver a vida e pensar o mundo - respondeu a professora.
Eu, curioso que sou, parei para refletir sobre o assunto.
O do quanto eu já havia pensado sobre o sentido da vida, sobre nossa ação no mundo, sobre a importância do pensamento na evolução do homem.
E vi que de uma maneira ou de outra eu fazia isso o tempo todo no meu no meu dia a dia.
Seja perguntando o porquê das coisas, seja justificando minha forma de pensar sobre determinado assunto.
Perguntei para a professora se ela sabia o que estava acontecendo comigo.
Ela respondeu que eu estava começando a ter um entendimento do meu eu e do mundo ao meu redor. E, que toda criança no fundo no fundo é um filósofo, por que todas as crianças pensam muito sobre a vida.
Eu fiquei maravilhado.
Então Filosofia é isso: Aprender a pensar, aprender a construir uma linguagem para se comunicar melhor, dominar um objeto e descrever sobre ele, justificar o pensamento, as ações, os sentidos, enfim, a vida!
Quer dizer:Eu era um filósofo e não sabia!!
Mas o mais legal disso tudo foi descobrir que Filosofia não é um bicho de sete cabeças, muito pelo contrário, a filosofia como todas as outras coisas, faz parte da vida da gente.
E aí,vamos filosofar?

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O Gato Caramelo


O gato Caramelo é um gato danado!
Ele saracoteia pra lá.
Ele saracoteia pra cá.
Esse gato é mesmo de amargar!

Ele come a sardinha que não sobra nem a espinha!

O gato Caramelo é um gato espevitado
Ele conta 1, 2, 3 pula e se embola.
No 4, 5, 6 ele salta e rebola!

No 7, 8 ele derruba o pote de melado.
No 9, 10 ele samba em cima do telhado.


Esse gato Caramelo é mesmo de amargar!

O trem



O trem parou na estação.

Encheu-se de pessoas...
Ficou cheio de mãos,pés,narizes e bocas.

O trem meu Deus! ficou vivo de repente!

Ficou cheio de sonhos, de calos, de sorrisos, de chulé...
De meleca!

Que Eca!

domingo, 12 de agosto de 2007

A Fadinha Comilona



Era uma vez uma fadinha chamada Verinha.
A família de Verinha é muito antiga, e repleta de fadas e magos que viveram a milhares e milhares de séculos atrás, num mundo habitado por príncipes de cavalos brancos, princesas afetadas, fadas intrometidas, bruxas descabeladas e de cavaleiros que salvavam mocinhas mimadas de terríveis dragões que soltavam fogo pelas ventas.

Mas como o mundo evoluiu pra chuchu nesses últimos milhões de séculos, a família muito ancestral e muito antiga de Verinha, hoje em dia, planta batatas e abóboras num lugarejo chamado Bem Distante- Bem Distante.

Logicamente que nem todos os membros da família aceitaram facilmente tal transformação.

A Tia Estela Estrela por exemplo, não se conforma da sua família ter se tornado campesina, e uma vez ou outra, dá um chilique danado e quer por que quer ser uma fada à moda antiga. Daquelas casamenteiras de princesas.
A Tia-avó Hermengarda que é bem pra frentex,tenta explicar para tia Estela Estrela que o mundo mudou muito e que nem mesmo as princesas são iguais como eram antigamente.

Mas Verinha não tem do que reclamar. Ela gosta muito da vida que leva
em Bem Distante- Bem Distante, onde moram umas pessoas bem interessantes.

Lá tem sapo que nunca virou príncipe, princesas desencantadas da vida, dragões sem asas e sem fogo, cantores de ópera sem gogó, abóboras que viraram ratos, enfim...
Uma imensidão de gentes bem diferentes, mas que convivem muito contentes e pacíficas entre si.

A fadinha Verinha também é um pouquinho diferente das fadinhas que estamos acostumados a ver por aí.
Ela tem um visual bem moderninho.
Usa calças compridas rosa pink, botinas desamarradas e piercing no nariz. Seus cabelos são bem curtinhos, pintados de vermelho e todo espetadinho para cima.
Os olhos? Ah! os olhos são lindos! Azul-piscina-violeta de fazer inveja ao céu, ou ao mar, sei lá!!!
Pra falar a verdade, ela até poderia ser confundida com um arco-íris!

Mas como todas as fadas, Verinha, possui duas asinhas brilhantes e ainda de quebra,duas anteninhas que vivem bem ligadas no mundo fashion.
Quando não está trabalhando incansavelmente pelo bem da humanidade, Verinha gosta mesmo é de ouvir um bom rock and roll.
Bem pesadão.

Fora isso, Verinha tem o jeitinho encantador e secular de todas as fadas.Curte a natureza, a beleza das coisas e adora voar.
E quando chega as férias de fim de ano?Bem essa é a época que ela mais gosta.

Nas férias, a garotada se esquece das fadas e se concentram no bom velhinho Noel, nos duendes, nos filmes natalinos, nos presentes incrementados e etc e tal, e as fadas, que para alguns, são coisa do passado ou de contos de fadas, ficam mais ou menos assim, sem ter o que fazer.
Então Verinha que não é boba nem nada aproveita esse recesso natalino para visitar Vovó Ana.

A Avó Ana é uma avó muito fada mesmo!
Ela é boa, meiga, doce, e adora fazer bolos, pudins, biscoitos, balas e pipocas.
A vovó Ana é muito determinada e adora novidades.
E por causa disso, deixou de ser fada madrinha e virou cozinheira lá pros lados do Campo do Azul com Limão.
Campo do Azul com limão é um lugar perdido entre Vila do Laranjal e o Condado das Vassouras Voadoras.

Verinha adora ir para Campo Azul com Limão.
Lá é um lugar lindo rodeado de azul por todos os lados e com deliciosos pés de limão por toda parte.
Chega até a cansar a vista de tanto azul, e de enjoar o nariz de tanto cheiro de limão!
Lá na casa da Avó Ana, todo dia é domingo.
Tem muitas conversas diurnas, tardiunas e noturnas.
Tem passeios de bicicleta encantada, festa de casamento de passarinho, passeios no shopping das mágicas.
Ah! É tudo muito bom!Todo dia tem uma novidade diferente!

Ano passado, Verinha visitou a casa da avó Ana,e ficou imensamente feliz ao descobrir que a avó estava fazendo um curso de Culynária Mysteriosa.
E, como a Avó Ana é uma avó muito fada mesmo, passou os dias agradando a netinha, preparando pratinhos super especiais para ela comer.

E fez muito salpicão de melado, chucrute com pão de centopéia, cremes de ervas encantadas, bolachinhas de estrela e mel, omeletes de formiga, tortas e bolos de todos os tipos.
Verinha comia todas essas delícias, e nunca enjoava. Afinal de contas, as fadas, são como as crianças: Adoram doces e todos os tipos de bobagens do mundo.
Principalmente aquelas feitas pelas avós.
As avós fadas, assim como todas as avós, adoram fazer as vontades dos netos, e isso ninguém pode negar!

E vovó Ana que é avó com açúcar e caramelo, faz todas as vontades da netinha.
A Verinha ficava refestelada no sofá, fazendo todas as refeições na frente da televisão!
Se fazia sol, era um bom motivo pra comer chucrute doce.
Se chovia, era um bom motivo para comer pipoca com confeitos coloridos do arco íris.

Verinha simplesmente adorou experimentar as receitas maravilhosas da Avó Ana e comia, comia, comia sem parar.
Até que um dia, ela precisou voar para ir à casa da tia Elena para pegar mais farinha e bateu suas asinhas e nada de voar.
Tentou de novo. Nada.
De novo.....Nada de voar.

Então Verinha viu que ela tinha exagerado nos quitutes!
Ela estava gorduchinha!
Mas a Avó Ana que é sabida como todas as avós, fez um carinho gostoso na netinha e falou:
-Eu sei como resolver essa questão. Mas quero que saiba que gosto de você magrinha igual palito ou gordinha igual balão.
Verinha riu.
-Eu sei vó. Também não me importo de ser gordinha não. Mas as gordurinhas só não podem me deixar no chão.

A avó concordou. Afinal, tudo que é demais não dá certo não.

Durante uma semana, vovó Ana mudou toda a alimentação.
Preparou pratinhos com verduras, frutinhas, legumes e ensopados.
Vovó Ana riscou as gordurinhas do mapa, as farinhas, o arroz , o pão e todos os docinhos.
A comida saía na hora certinha, e Verinha passou a comer sentadinha na mesa, para não perder a razão.

Gostou tanto dessa nova vida que deu mil cambalhotas no dia que voltou a voar.

Verinha e sua avó aprenderam uma lição: Nada como uma vida saudável, para poder voar com tranqüilidade.

Depois disso, Verinha voltou para Bem-Distante-Bem Distante, muito mais feliz.
E a avó Ana que não gosta de rotinas, virou cabeleira lá em Salt Lake City.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A Farofa



O pato passeava na lagoa
Quando viu um prato de farofa

Guloso, o pato comeu a farofa.

Mas coitado do pato!
Sofreu um engasgo!

O pato gritou por socorro
O gato correu pra acudir.

Mas o gato olhou pra farofa e ficou com água na boca.

E, sem pensar duas vezes,
O gato comeu a farofa.

Mas coitado do gato!Também se engasgou!

O gato gritou pelo pato
O pato gritou pelo gato

O pato roxinho respondeu:
_ Não posso estou engasgado!

O pato olhou para o gato
O gato olhou para o pato

E os dois engasgados, desataram a rir.

Um cadim de poesia...



Trim...trim...trim...

o telefone tocou bem fortim.

Quem será que chama por mim?

Vou saindo de finim..

não quero ninguém no meu pezim...

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A princesa que dava cambalhotas

Era uma vez um reino onde vivia um rei e sua filha, a princesa.
Havia também o povo da aldeia e um monte de gente que rodeava o rei que se chamavam corte.
O rei era um homem muito bom, mas vivia muito triste e sozinho depois que sua mulher, a rainha, coitadinha, morreu de uma gripe braba que pintou lá no reino.
O rei solitário, trancou-se dentro de si, jogou a chave fora e nunca mais sorriu.
A única coisa que trazia alegria ao coração do rei era sua filha, a princesa.
A princesa era uma garota muito especial, e como ela não gostava de ver seu pai triste, resolveu inventar uma brincadeira para fazê-lo voltar a sorrir.
Mas tudo o que ela inventava, não surtia efeito.
Um dia sem querer, a princesa, começou a dar cambalhotas e mais cambalhotas.
O rei quando viu aquilo, desandou a rir, achando muito engraçado sua filha rolar no chão para lá e para cá.
O povo da aldeia também ficou muito feliz.
O rei voltou a sorrir! Viva o rei!
Os Conselheiros do rei porém, acharam aquilo muito esquisito.
Como podia uma princesa agir daquela maneira tão estranha? Isso lá são modos de uma princesa?
Mas como aquela era a única maneira de fazer o rei voltar a sorrir, resolveram abrir uma exceção.
Um belo dia, a princesa me sai com essa: Ela queria ser uma cambalhotista.
Que papelão! Que decepção!Onde já viu uma coisa dessa? Uma princesa cambalhotista?
E afinal de contas, o que é ser uma cambalhotista?
A princesa, ladina, apenas ria.
-Cambalhotista é uma pessoa que vive de dar cambalhotas, ora essa!
Isso rendeu um falatório geral.
O rei ficou muitíssimo preocupado com a idéia esquisita de sua filha, mas dali a pouco se esqueceu do assunto.
Ele mesmo quando era jovem não queria porque queria ser um simples pescador?
Esse era o seu sonho de menino.
Um sonho que ele nunca pôde realizar, pois a ele foi negado o direito de sonhar. Ele era um rei, e reis estão destinado a reinar, e não a pescar.
Mas tudo que é demais, um dia perde a graça.
Todo mundo começou a reparar que a princesa não fazia mais nada da vida a não ser dar cambalhotas o dia todo, o tempo todo, sem parar.
Era cambalhotas no almoço,era cambalhotas no jantar, e cambalhotas na hora de dormir.
Mas as cambalhotas da princesa, já não davam mais alegria ao rei. A graça deu lugar a preocupação.
A única coisa que o rei mais queria naquele momento, era que sua filha parasse com aquela cambalhotalada, pois não agüentava mais ouvir tanto disse- me- disse.
O Conselho Real se reuniu em assembléia e pediu providências urgentes ao rei:
_Onde já se viu um a princesa cambalhoteira? Isso não pode! Afinal de contas, a princesa é a herdeira do reino!
O rei preocupado, foi falar com a sua filha.
Mas ela não podia ouvir, estava muito ocupada, dando cambalhotas para lá e para cá.
O rei decidiu que aquilo tinha que parar, a princesa não podia continuar naquele ritmo absurdo.Tinha que arrumar um casamento para ela. Sim. Ele lhe arrumaria um príncipe, meia dúzia de filhos e ela viveria feliz para sempre, como todas as outras princesas que conhecia.
Então, o rei declarou aos quatro ventos que daria a mão da sua filha em casamento ao primeiro homem que conseguisse fazer a princesa parar de dar cambalhotas.
Foi um alarido geral! A corte achou uma idéia sensacional, o povo ficou em festa!
Juntou gente de tudo que é lugar dos confins do mundo.
Príncipes de todos os reinos, cavalheiros de armadura, duques de um olho só, piratas da perna de pau, xeiques do deserto, camponeses e até ogros, duendes e bobos da corte pintaram no pedaço.
O rei aceitava todo mundo que aparecia, o negócio dele era casar a filha.
Mas, um ano se passou e ninguém, ninguém mesmo conseguiu fazer a princesa parar de dar cambalhotas.
Ela não se interessou por nenhum dos interessantes e esquisitos pretendentes que apareceram.
Seu único objetivo na vida era dar cambalhotas.
Cansado, o rei desistiu da idéia de casar a princesa. Ela ficou super feliz com essa notícia.
_ Até que enfim você compreendeu papai que eu não quero me casar. Eu tenho outro sonho na minha vida. Eu quero mesmo é ser cambalhotista de circo!
O rei quase teve um tremelique! Mas depois que ele pensou bastante, compreendeu a filha.
Não iria fazer com a princesa o mesmo que fizeram com ele.
Afinal, antes de ser rei, ele era um pai.
E todo pai quer o melhor para seus filhos não é mesmo?
Então, ele deu a maior força para a filha.
Até pagou a Universidade para Cambalhotistas Profissionais que ficava lá pros lados do Canfundós do Judas.
A princesa arrumou suas trouxas, e agora corre mundo se apresentando por aí num circo mambembe.
E o que foi feito do rei?
O rei se aposentou, comprou um barco e saiu pelo mundo pescando sardinhas.
Entrou por uma porta, saiu pela outra, quem quiser que conte outra.

esta história está sendo publicada pela primeira vez no Mariazinha Zinha Zinha

Reconto Africano Inédito

Há algum tempo venho buscando um conto africano para recontar.
Essa idéia foi surgindo devagarinho, por causa do meu trabalho no Núcleo de Relações Étnicos Raciais e também por conta do brilho nos olhos das crianças em escola públicas quando ouvem histórias como: As tranças de Bintou ou mesmo o badalado A Menina Bonita do laço de Fita.
Sempre quando as conto, noto que as crianças tem uma identificação imediata com os perosnagens.
É brilho no olho.
Elas gostam de se sentir retratadas nestas histórias que falam tanto por si mesmas.
É gratificante perceber este lindo sentimento de pertencimento.
Então sai pesquisando.
O continente africano pela sua grandeza e diversidade apresenta em cada país,um homem e uma natureza com ritmos próprios,assim como também no Brasil.
Gosto muito da idéia do Akpalô que é o fazedor de conto, que vai espalhando histórias por onde passa.
Gostaria muito de ser um Akpalô.
E baseado nisso, busquei histórias de todos os tipos: de animais, de encantamento, e tantas outras, mas resolvi recontar esta, porque achei muito engraçada.
Creio que vocês vão gostar também.
Esta é uma história oral do imaginário africano, portanto,faz parte da nossa afrodescedência.
Reconto para vocês A BOCA, com imenso carinho:

A boca



Um dia, a boca resolveu perguntar aos seus amigos:
__Eu sei que o corpo humano é muito importante, e que cada um tem sua função,mas na opinião de vocês , qual é o órgão mais importante?
Os olhos sonolentos responderam:
__ O órgão mais importante do corpo, somos nós, ora bolas. Porque somos nós que olhamos as coisas e observamos o que se passa ao nosso redor. Os ouvidos então, resolveram se meter na conversa:
__ O órgão mais importante somos nós, os ouvidos, porque nós ouvimos tudinho. Até o que não devíamos. __ disseram eles.
__ Há! Até parece! Vocês estão redondamente enganados. O órgão mais importante somos nós, as mãos! Porque nós pegamos as coisas.
Aí o coração aborrecido, tomou a palavra:
__ Onde já se viu tamanha ousadia. Eu sou o mais importante de todos, pois sou eu que faço o corpo funcionar! Ai de vocês se não fosse eu!
__ Mas eu guardo em mim os alimentos! __ choramingou a barriga. As pernas revoltadas falaram:
__ Podem falar a vontade,mas quem agüenta vocês, e todo esse peso, somos nós, as pernas!
Nisso, chegou a hora do jantar.
_Huuuummmm! E pelo cheirinho era macarronada!
Os olhos se reviraram.
O coração quase parou de bater de tão emocionado.
A barriga disfarçou o ronco.
Os ouvidos ficaram atentos aos barulhos dos talheres.
As maõs tremiam.
As pernas mal conseguiam ficar paradas .
E a boca...
Bem, a boca simplesmente se recusou a comer.
E continuou a recusar enquanto os outros órgãos reclamavam sem parar.
_ Só como se vocês responderem direitinho a minha pergunta:Na opinião de vocês, qual é o órgão mais importante do corpo humano.

_ Sem sombra de dúvida, é você, boca, é você!_Responderam os outros em um coro afinado.

Este reconto está sendo publicado pela primeira vez no Mariazinha zinha zinha

Mariazinha Zinha Zinha

Mariazinha, zinha zinha
É uma menina levada da breca.
Pula muro, joga gude, se enfeita com flor de maracujá.

Ela corre mais do que qualquer menino.
E tem uma coleção de papel de bala
De fazer inveja a qualquer guloso!

E quando Mariazinha fica livre no terreiro,
Ela espanta pato, galinha e marreco.
Mariazinha, zinha, zinha espanta até assombração!

Quando sua mãe grita bem alto:
Mariazinha! Mariazinha!
Ela corre pra ver o que é.
Será a hora do banho?
Ou será a hora da missa?

Mariazinha zinha zinha, gosta mesmo é de vento e de chuva.

E de cata-vento e de cata-chuva.

E de catar manga, catar goiaba, catar piolho,
catar estrela que fica brilhando lá no céu...

Mariazinha ás vezes chora.Tristeza de criança.
Coisa que ninguém sabe explicar.
Mas dali a pouco, esquece tudo.
E pula, e brinca, e se machuca, e se levanta,
E de novo, o sorriso tá lá na boca todo felizão.

Mariazinha gosta mesmo é do sonho que mora dentro dela.

Um sonho que não acaba nunca de tão grande.

Mariazinha, zinha, zinha sonha que sua meninice não tem fim.


O texto Mariazinha Zinha Zinha foi publicado na Antologia "Grandes Escritores do Rio de Janeiro" pela Litteris Ed. 2000

quarta-feira, 1 de agosto de 2007


"(…) Cada conto é uma foz onde chegam as águas de rios incontáveis"

Câmara Cascudo

sábado, 28 de julho de 2007

Margarida Flor



Margarida é uma flor amarelinha, amarelinha.

Ela mora num jardim repleto de outras flores.
Mas Margarida é diferente.
Desabrochada, gosta de riso,
gosta de siso.

Margarida só não gosta de chuva.

E tampouco de vento.
Que lhe venta as pétalas.
Que lhe leva as folhas.

O que margarida gosta mesmo é de tomar sol.

E de quietinha, quietinha
Adormecer com a brisa fresquinha da lua.

Margarida gosta muito de ser flor.
Mas o seu sonho floreado é ser poeta.

Para fazer versinhos bem bonitinhos assim assim:

“Margarida é uma flor delicada pra chuchu
Mas o sonho de Margarida era pétala azul”

Assim, margarida se tornaria floeta.
Uma mistura de flor e poeta.
Assim nunca faltaria alegria no jardim.

História publicada somente no Mariazinha Zinha Zinha

quarta-feira, 25 de julho de 2007

A Baleia Azul

Qual é o maior animal do mundo?

É a baleia azul!

A Baleia Azul é gigante
A Baleia Azul é valente!

Ela vai passeando pelos mares do Norte
até os mares do sul.

O mergulho da baleia azul
faz chuá chuá demorado lá nas profundezas do mar...

Haja fôlego para nadar!
Haja fôlego para respirar!

Sabe o nome do animal mais bonito do mundo?

É a Baleia azul!

História publicada no Mariazinha zinha zinha


















Sabe qual é o maior animal do mundo?

É a linda Baleia Azul!

A Pipa


Para Gabriel.

A pipa voa sem asas.

Livre, corta o céu.

A pipa dança no azul.

A pipa é dona do azul

A pipa é festeira. É atrevida.

É abusada a debicar.

Ela enfeita a imensidão

Com cores e rabiolas.


A pipa voa tão alto... tão alto....


A pipa é biruta.

A pipa é batuta.

Faz troça com o vento, faz firula...

A pipa é o sonho do menino.

A pipa são as asas do menino.


Ah! Como a pipa é bonita!

( Publicado no livro de Poesias Na Rota)






sexta-feira, 20 de julho de 2007

Dia do Amigo


"Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida."


William Shakspeare

Hippy hippy Harry !Hippy Hippy Harry!


Eu não nego para ninguém nem tenho vergonha de dizer: Sou fã do Harry Potter.

Sou fã mesmo, da obra da J. W. Rolliwgs.

Gostaria imensamente como autora de ter criado algumas personagens, não propriamente o Harry, mas outros elementos que fazem a narrativa muito legal e intrigante.

As cartas que falam por exemplo, são geniais.Ela diz o conteúdo e explode no final.

Os quadros que se movem, como se seus personagem ainda vivessem.

As escadas que se movem. O castelo de Hogwarts, com todo a sua sólida história de magia.

É maravilhoso!

Fui ver o filme, depois de quase duas horas de espera em filas: para comprar ingressos, para entrar na sala, para comprar pipoca.

O mais impressionante é como as crianças do filme cresceram: Harry, Hermione, Rone, os gêmeos e até mesmo Neville estão cada vez maiores e mais bonitos.Para quem acompanha desde o primeiro filme, foi um acontecimento ver o Harry beijando na boca. De língua!

As cenas iniciais em que Harry e os professores voam de vassoura numa Londres noturna e iluminada , sobrevoando o Tâmisa e a Tower Clock é uma das mais bonitas do cinema.


Adorei! Levei meus filhos e curtimos de montão!!!! Como sempre!

O Primeiro Post

O primeiro post a gente nunca esquece.

Inaugurei meu blog infantil

Depois de muito pensar, me decidi, finalmente publicar minha obra na internet.

É sempre um risco. Mas as tenho registradas, e portanto são minhas de direito.
Mesmo assim.
Dá um medinho.

Estou a sete anos na luta para entrar no mercado editorial, tentando meu lugar ao sol.

Participei de muitos concursos, enviei originais para centenas de editoras, ganhei prêmios, publiquei, participei de bienal.

Bem estou fazendo meu caminho.
É arduo. Mas quem foi que disse que tinha que ser fácil, não é mesmo?

Tudo que é dificil é mais gostoso, já dizia o dito popular.
Bem, o Mariazinha zinha zinha tá aí.

Pra o que der e vier. Sempre.