Hoje é dia de Cecilia!
Quando a Leonor Cordeiro me convidou pra participar dessa blogagem coletiva ,fiquei muito feliz.
A Cecilia foi a primeira poeta que li quando aprendi a ler.
Sua obra me acompanhou durante toda a infância e eu nunca poderia me esquecer da poesia "O Menino Azul" que li a primeira vez num livro didático na escola primária.
Quando meu irmão morreu,inventei uma melodia para a poesia.
Sim, ficou uma coisa meio triste, mas é uma lembrança intensa que tenho e faz parte da minha história e não quero me livrar dela.
Dia desses no projeto de arte educação que trabalhei, li a poesia e contei para meus alunos a história da melodia que eu inventei quando era criança.
É obvio que eles quiseram escutar.Então cantei para meus alunos a poesia.
Choramos todos.Eu e minhas crianças.
Então não poderia deixar de postar, outra senão esta poesia neste dia.
Esses versos que me acompanharam nos momentos tristes mas que também servem para enaltecer dias alegres como hoje.
Um beijo para Leonor, para Cecilia e para todos que passarem por aqui hoje.

O Menino Azul
Cecilia Meireles
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
A Cecilia foi a primeira poeta que li quando aprendi a ler.
Sua obra me acompanhou durante toda a infância e eu nunca poderia me esquecer da poesia "O Menino Azul" que li a primeira vez num livro didático na escola primária.
Quando meu irmão morreu,inventei uma melodia para a poesia.
Sim, ficou uma coisa meio triste, mas é uma lembrança intensa que tenho e faz parte da minha história e não quero me livrar dela.
Dia desses no projeto de arte educação que trabalhei, li a poesia e contei para meus alunos a história da melodia que eu inventei quando era criança.
É obvio que eles quiseram escutar.Então cantei para meus alunos a poesia.
Choramos todos.Eu e minhas crianças.
Então não poderia deixar de postar, outra senão esta poesia neste dia.
Esses versos que me acompanharam nos momentos tristes mas que também servem para enaltecer dias alegres como hoje.
Um beijo para Leonor, para Cecilia e para todos que passarem por aqui hoje.
O Menino Azul
Cecilia Meireles
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
Comentários
Hoje não farei nada mais que navegar pelos lindos mares e deleitar-me com as homenagens prestadas à querida poetisa!
Parabéns pelo lindo post que nos remete ao nosso tempo de descobertas! Me emocionou!
Parabéns pelo seu blog! Gostei muito!
Grande abraço.
*****
Também participei.
Abraços,
Aparecida
Também participei.
Abraços,
Aparecida
Queria estar presente com os seus alunos para ouvir a história e a música que você inventou quando criança.
Uma postagem comovente que transborda sua história e a entrelaça com a de Cecília .
Obrigada por ter participado dessa blogagem coletiva.
Obrigada por ter escrito uma postagem tão delicada e sincera.
Mil beijinhos!
Com carinho,
Leonor Cordeiro