Postagens

Mostrando postagens de fevereiro, 2008

Pururuca vai à luta

Imagem
Era uma vez uma perereca chamada Pururuca. Pururuca morava num lugar chamado Brejolândia, um brejinho muito do mixuruca lá pros lados de Sertãozinho do Alto. Pururuca era uma perereca muito alegre e não gostava nada, nada de viver por aí, entediada, marasmo á vista. Pururuca gostava mesmo é de movimento. Ela adorava fazer várias coisas ao mesmo tempo, e cá entre nós, também adorava ser o centro das atenções. Que fazer? Pururuca nasceu assim: Louca para aparecer. Pururuca adora uma novidade, é chegada num auê, numa coisa diferente. Desde pererequinha,ela participava de toda pecinha de teatro que pintava, adorava recitar poeminhas e receitar conselhos para a vida dos outros. Cresceu assim: Uma perereca pra lá de intrometida. O rio onde Pururuca morava ficava perto de uma igreja.Por conta disso, e de tanto ouvir hinos e mais hinos, Pururuca acabou virando beata de igreja e freqüentando a missa todos os domingos. Não me pergunte como, mas a danada da perereca aprendeu a cantar todos os hin...

Quem tem medo do Bicho Papão?

Imagem
O bicho papão é uma lenda que tem tradição em muitas sociedades. Os adultos costumam colocar medo nas crianças falando que ele as comerá, se as crianças não fizerem o combinado. No Brasil e em Portugal é comum usar-se o termo bicho-papão, mas curiosamente sua forma física parece nunca ser descrita; também usa-se o termo homem do saco, mas este seria só um homem comum que seqüestra criancinhas. Nos Países Baixos , ele tem o nome de Zwart Piet (Pedro negro). Ele tem a tarefa de recolher as crianças malvadas ou desobedientes e atirá-las no Mar Negro ou de levá-las para a Espanha . Na verdade, segundo a tradição, esses personagens lúgubres seriam mouros deixados nos Países Baixos durante a ocupação espanhola. Em Luxemburgo , o Housecker tem no seu saco diversas «rudden», pequenas varas de madeira, como os galhos de um chorão , para bater nas nádegas das crianças desobedientes. Com a evolução da educação, o Housecker não pune mais as crianças, contentando-se em distribuir uma vara...

D. Joaninha vai à festa

Imagem
Era uma vez uma joaninha, chamada Dona Joaninha. D. Joaninha é bem pequenininha e muito vermelhinha, uns até dizem por aí que ela não é de se jogar fora, não. Espevitada, bonitinha e muito simpática é assim, a D. Joaninha. Dona joaninha mora na rua dos cafundós nº 00, esquina com ipê amarelo lá no jardim da casa da vovó Lili. Certo dia, Dona Joaninha saiu bem cedinho de casa para lavar seu cachecol branco. D. Joaninha pretende usar o cachecol branco na festa de Janinha, a tanajura. Esta é a festa mais badalada do jardim. Todos os moradores Jardim não falam em outra coisa. Das borboletas às minhocas ninguém quer perder a festança. D. Joaninha também não. Porque Dona Joaninha é uma joaninha bem pra frentex. Ela gosta muito de dançar, conversar, e vejam vocês, é namoradeira, como ela só! Adora viver de abracinhos e beijinhos com seu namorado, o seu Joano, que é um joaninho, bastante invocado. Mas vol...

Como contar histórias?

No dia que o mar secar, quando prego for martelo, quando cobra usar chinelo, contador vai se acabar” (Ruth Rocha) Reserve um tempo para ler; Não se esqueça! Quem conta uma história abraça alguém; Introdução é crucial. "Você vai ganhar ou perder nos 3 primeiros minutos dependendo de como você começa". Deve haver, na introdução, o indício de que coisas excitantes irão acontecer, incitando a curiosidade, unindo as crianças em antecipação. Não dê tudo na introdução. Sempre mantenha um certo nível de mistério, antecipação e surpresa durante toda a história; Uma vez terminada a história, não fique divagando e corrigindo. Deixe os pensamentos das crianças presos no ponto da história, na mensagem central dela; Crianças aprendem com seus sentidos. Elas adoram sentir, cheirar, tocar, escutar e ver. Descreva personagens e locais vividamente, ajudando-os a solidarizar-se com os personagens; Leia e conheça a história que você vai contar. Ter curiosidade é essencial; Enquanto conta, proc...

A lenda do bicho da seda

Imagem
Era uma vez uma linda imperatriz chinesa chamada Hish-Ling-Shi. Ela morava em Pequim num lindo palácio, repletos dos mais lindos objetos vistos pelos olhos humanos. A princesa porém, era uma mulher que adorava estar em contato com a natureza; assim, todas as tardes tomava chá debaixo de um frondoso pé de amoreira no jardim de seu palácio. Numa tarde, ela cumpria seu ritual, quando reparou que algo caiu dentro de sua xícara de chá quente. Era um pequeno casulo. A imperatriz ficou maravilhada com o que viu! Em sua xícara de chá quente, o casulo foi desprendendo o mais lindo e brilhante fio que ela tinha visto! Aliás, duvidava se toda a China tivesse vistp igual beleza! Muito contente com sua descoberta, a imperatriz Hish-Ling-Shi, correu para falar com seu marido, o imperador Hwang-Té. O imperador também ficou maravilhado com a textura especial daquele fio e resolveu guardar segredo daquela fantástica descoberta. Depois desse episódio, todos os dias, os emp...