Esse conto eu fiz como uma singela homenagem a um autor que respeito e admiro profundamente, que chama Bartolomeu Campos de Queiros, que com sua poesia enche meus dias de leveza e amor . O Pescador de Estrelas para B.C.Q. Era assim todos os dias. Bartolomeu acordava de manhã bem cedinho e dava de comer às rolinhas. Gostava de vê-las bem gordinhas, os papinhos cheios de miolo de pão, de farelo de milho,de restinho de biscoito de polvilho feito pela avó. No meio do dia, Bartolomeu se rendia ás leituras da sua vida: Á escola, à amizade dos amigos, às risadas das travessuras, às suavidades da natureza,às alegrias escondidas nas brincadeiras de meninos, que só são felizes quanto mais sujos e empoeirados estão. Estes eram outros mundos no meio da jornada. No final da tarde, o olho comprido se estendia até alcançar os passos cansados do pai, que chegava com os bolsos carregados de gomos de cana. Bem maduros e tão doces quanto o mel... Bartolomeu media as horas pelo azul do céu. Espiava pelo...